O avanço das infecções respiratórias no território nacional motivou a emissão de um novo alerta epidemiológico por parte da Fundação Oswaldo Cruz. O boletim InfoGripe aponta que as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave mantêm uma tendência de elevação nas últimas semanas, concentrando os maiores índices de hospitalização em crianças com idade inferior a dois anos.
O mapeamento técnico indica que todas as unidades federativas do país encontram-se em patamares de alerta, risco ou alto risco para a enfermidade, impulsionadas pela circulação do Vírus Sincicial Respiratório e pelo aumento das internações por Influenza A, com forte incidência nos estados da região Sul.
Manuais para as equipes de saúde
Os dados consolidados das últimas quatro semanas epidemiológicas apontam que o VSR foi o agente causador de 41,5% dos casos positivos analisados em laboratório, seguido pelo vírus da Influenza A, que respondeu por 27,2% dos diagnósticos.
Diante da pressão sobre a rede hospitalar e do risco de complicações em grupos vulneráveis como idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul estruturou um guia orientativo voltado aos profissionais da atenção básica.
Especialistas em saúde coletiva reiteram que a vacinação tempestiva, associada a hábitos de higiene como a sanitização das mãos e o isolamento de indivíduos com sintomas gripais, permanece como a medida de maior eficácia para evitar o agravamento de quadros clínicos, reduzir a mortalidade e prevenir o colapso dos leitos hospitalares.