Estudo revela que 80% de diabéticos podem ter doenças cardiovasculares
Publicado em 24 de julho de 2019
Um estudo realizado pelo EndoDebate em parceria com a Revista Sade, mostrou que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 apresentam indcios de comprometimento cardiovascular. Mais da metade (52%) indicam pelo menos dois destes sintomas: tontura, dores no peito e nas pernas, falta de ar e palpitaes.
Intitulado Quando o Diabetes Toca o Corao, o estudo foi lanado em junho pelo laboratrio Novo Nordisk e divulgado nesta semana. A pesquisa entrevistou 1.439 pessoas com e sem diabetes tipo 2, com idade entre 47 e 55 anos.
O levantamento mostrou que 64% dos diabticos no seguem rigorosamente o tratamento e apenas 48% dos pacientes consideram a doena muito grave. O diabetes aparece atrs do cncer (92%), do acidente vascular cerebral (79%), do infarto (75%), do mal de Alzheimer (74%), da insuficincia renal (70%) e da insuficincia cardaca (56%).
A ateno ao corao um dos grandes desafios no segmento do paciente com diabetes. Temos objetivos desafiadores no sculo 21 que vo alm do controle da glicose no sangue, fundamental para o tratamento do diabetes tipo 2. Tudo isso passa tambm por reduzir o peso e o risco de hipoglicemia e umentar a segurana do ponto de vista cardiovascular, disse o mdico endocrinologista e fundador do EndoDebate, evento que ocorre at hoje (20) na capital paulista, Carlos Eduardo Barra Couri.
Desconhecimento
Sobre a primeira palavra lembrada ao pensarem em problemas do corao, 662 entrevistados mencionaram infarto; 159 disseram morte; 39, hipertenso; 25, AVC. O diabetes ficou em ltimo. Entre os diabticos, 61% disseram acreditar que a doena est entre os fatores de risco para problemas cardiovasculares, contra 42% entre os no diabticos. Nos dois grupos, a presso alta aparece em primeiro lugar, seguida do colesterol e dos triglicrides altos.
Para 60% das pessoas com diabetes tipo 2, o mdico transmitiu informaes insatisfatrias ou nem mencionou as questes relacionadas ao corao na ltima consulta para controlar o diabetes. Embora 62% desses pacientes tenham sido diagnosticados h pelo menos cinco anos, 90% dizem ainda sentirem falta de mais informaes durante o tratamento.
O tempo determinante. muita informao que o mdico tem que passar. Eu acredito que h uma mistura de falta de informao e desconhecimento de como abordar direito esse paciente. Como falar em um tom acolhedor humano e ao mesmo tempo incisivo, informativo? Muitos mdicos no sabem como fazer isso, comenta Couri.
Percepo limitada
Apesar da gravidade da doena, a pesquisa tambm revelou uma percepo limitada sobre os riscos do diabetes tipo 2. Ao todo, 64% das pessoas com diabetes entrevistadas no seguem o tratamento risca. A adeso ao tratamento comea quando o mdico abre a porta do consultrio, quando o mdico levanta para atender o paciente, quando o paciente tem uma consulta digna, quando o mdico ouve o paciente. Adeso muito mais do que explicar como toma o remdio, acolher o paciente e ser humano na consulta, explica Couri.
Segundo o laboratrio parceiro da pesquisa, 13 milhes de pessoas vivem com o diabetes tipo 1 ou tipo 2 no Brasil. Desse total, estima-se que 90% tenham diabetes tipo 2, no qual o pncreas produz a insulina insuficiente ou no age de forma adequada para diminuir a glicemia. Ele mais comum em adultos com obesidade e em pessoas com histrico familiar de diabetes tipo 2. Quase metade das pessoas com diabetes tipo 2 no sabem ter a doena. Alm disso, duas a cada trs mortes de pessoas com diabetes so ocasionadas por doenas cardiovasculares.
Intitulado Quando o Diabetes Toca o Corao, o estudo foi lanado em junho pelo laboratrio Novo Nordisk e divulgado nesta semana. A pesquisa entrevistou 1.439 pessoas com e sem diabetes tipo 2, com idade entre 47 e 55 anos.
O levantamento mostrou que 64% dos diabticos no seguem rigorosamente o tratamento e apenas 48% dos pacientes consideram a doena muito grave. O diabetes aparece atrs do cncer (92%), do acidente vascular cerebral (79%), do infarto (75%), do mal de Alzheimer (74%), da insuficincia renal (70%) e da insuficincia cardaca (56%).
A ateno ao corao um dos grandes desafios no segmento do paciente com diabetes. Temos objetivos desafiadores no sculo 21 que vo alm do controle da glicose no sangue, fundamental para o tratamento do diabetes tipo 2. Tudo isso passa tambm por reduzir o peso e o risco de hipoglicemia e umentar a segurana do ponto de vista cardiovascular, disse o mdico endocrinologista e fundador do EndoDebate, evento que ocorre at hoje (20) na capital paulista, Carlos Eduardo Barra Couri.
Desconhecimento
Sobre a primeira palavra lembrada ao pensarem em problemas do corao, 662 entrevistados mencionaram infarto; 159 disseram morte; 39, hipertenso; 25, AVC. O diabetes ficou em ltimo. Entre os diabticos, 61% disseram acreditar que a doena est entre os fatores de risco para problemas cardiovasculares, contra 42% entre os no diabticos. Nos dois grupos, a presso alta aparece em primeiro lugar, seguida do colesterol e dos triglicrides altos.
Para 60% das pessoas com diabetes tipo 2, o mdico transmitiu informaes insatisfatrias ou nem mencionou as questes relacionadas ao corao na ltima consulta para controlar o diabetes. Embora 62% desses pacientes tenham sido diagnosticados h pelo menos cinco anos, 90% dizem ainda sentirem falta de mais informaes durante o tratamento.
O tempo determinante. muita informao que o mdico tem que passar. Eu acredito que h uma mistura de falta de informao e desconhecimento de como abordar direito esse paciente. Como falar em um tom acolhedor humano e ao mesmo tempo incisivo, informativo? Muitos mdicos no sabem como fazer isso, comenta Couri.
Percepo limitada
Apesar da gravidade da doena, a pesquisa tambm revelou uma percepo limitada sobre os riscos do diabetes tipo 2. Ao todo, 64% das pessoas com diabetes entrevistadas no seguem o tratamento risca. A adeso ao tratamento comea quando o mdico abre a porta do consultrio, quando o mdico levanta para atender o paciente, quando o paciente tem uma consulta digna, quando o mdico ouve o paciente. Adeso muito mais do que explicar como toma o remdio, acolher o paciente e ser humano na consulta, explica Couri.
Segundo o laboratrio parceiro da pesquisa, 13 milhes de pessoas vivem com o diabetes tipo 1 ou tipo 2 no Brasil. Desse total, estima-se que 90% tenham diabetes tipo 2, no qual o pncreas produz a insulina insuficiente ou no age de forma adequada para diminuir a glicemia. Ele mais comum em adultos com obesidade e em pessoas com histrico familiar de diabetes tipo 2. Quase metade das pessoas com diabetes tipo 2 no sabem ter a doena. Alm disso, duas a cada trs mortes de pessoas com diabetes so ocasionadas por doenas cardiovasculares.
Fonte: Agência Brasil
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