A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, o primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo (18), foi marcado por trocas de acusações, provocações e poucas propostas concretas. O encontro, transmitido pela TV Bandeirantes, repercutiu negativamente entre participantes de um grupo de avaliação qualitativa, que classificaram o desempenho dos candidatos como decepcionante e vergonhoso e apontaram a falta de discussões mais aprofundadas sobre os problemas do país.
Durante o debate, os candidatos trocaram acusações envolvendo corrupção, familiares e a atuação de aliados políticos. Temas como economia, segurança pública, saúde e relações internacionais também apareceram na discussão, mas acabaram dividindo espaço com ataques pessoais e interrupções frequentes. A tensão chegou às considerações finais, quando manifestações da plateia e discussões entre integrantes das comitivas dificultaram o andamento do programa.
A repercussão entre os eleitores evidenciou a insatisfação com o nível do confronto. Em uma pesquisa qualitativa com 12 participantes, realizada durante a transmissão, houve críticas à falta de propostas capazes de ajudar os indecisos a escolher em quem votar. O levantamento não representa estatisticamente o eleitorado brasileiro, mas registra a percepção de um grupo que acompanhou o debate e esperava respostas mais claras dos candidatos.
Com a votação marcada para domingo, 25 de outubro, Lula e Flávio entram na última semana de campanha com pouco tempo para convencer os eleitores que ainda não decidiram o voto. O desafio dos candidatos é transformar o confronto político em uma oportunidade para apresentar compromissos concretos e esclarecer como pretendem enfrentar os principais problemas do país.