Frederico Westphalen sedia treinamento regional sobre prevenção da raiva e vigilância da febre amarela
A capacitação reúne profissionais que atuam na Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde
Publicado em 14 de julho de 2026
Compartilhar
A- A A+

Profissionais da área da saúde de 26 municípios da região participam nesta terça-feira (14), no auditório do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) – Campus Frederico Westphalen, do Treinamento Teórico-Prático do Programa Estadual de Controle e Profilaxia da Raiva e Vigilância da Febre Amarela, promovido pela 2ª Coordenadoria Regional de Saúde (2ª CRS). O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Frederico Westphalen, que auxilia na organização da atividade.
A capacitação reúne profissionais que atuam na Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde, com o objetivo de atualizar conhecimentos e fortalecer as ações de prevenção, vigilância e resposta às principais zoonoses que representam risco à saúde pública.
Durante a programação, especialistas abordam aspectos relacionados à vigilância e ao controle da raiva, doença que continua sendo motivo de atenção no Estado. Conforme explicou a médica veterinária da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/SES), Gabriela Orosco Werlang, desde 2003 os morcegos passaram a ser os principais transmissores da raiva humana no Brasil.
Segundo a especialista, no Rio Grande do Sul há circulação do vírus da raiva em diferentes espécies de morcegos, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Nas propriedades rurais, a doença pode causar prejuízos à atividade pecuária e impactos econômicos. Já nas cidades, representa risco para animais domésticos, especialmente gatos, devido ao seu comportamento predador, além de oferecer potencial risco à população humana.
Outro tema de destaque é a vigilância da febre amarela, com treinamento voltado às epizootias em primatas não humanos. Os participantes recebem orientações sobre os procedimentos corretos para identificação e notificação de macacos encontrados mortos ou doentes, além das técnicas de coleta de amostras biológicas para diagnóstico laboratorial de patógenos.
O treinamento integra as ações para qualificar os profissionais que atuam na linha de frente da vigilância em saúde dos municípios na promoção da saúde pública.

Fonte: Mariana Della Méa Correa - Informações ASCOM FW
Fotos
Comentários