Operação do MP afasta prefeito, vice, secretários e servidores de Alpestre
Publicado em 18 de dezembro de 2017
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A Procuradoria de Prefeitos, o Grupo de Atuao Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Ncleo de Inteligncia do MP (Nimp) cumprem, na manh desta segunda-feira, 18, oito mandados de afastamento contra a administrao municipal de Alpestre. Foram afastados, por deciso da 4 Cmara Criminal do Tribunal de Justia do RS a pedido do MP, o prefeito, o vice-prefeito, os secretrios da Fazenda e de Obras, dois assessores jurdicos e outros dois servidores. Por 180 dias, eles no podem exercer seus cargos junto administrao municipal. Ainda, so cumpridos dez mandados de busca e apreenso na prefeitura de Alpestre, em residncias dos investigados e em empresa de Chapec.

Segundo as investigaes, com a anuncia do prefeito, o vice-prefeito, os assessores jurdicos e os servidores organizaram um esquema, a partir de 2013 na primeira gesto do atual prefeito , de direcionamento de licitaes para empresas que pagavam propina. Conforme delaes premiadas de empresrios ao MP, a propina era direcionada ao vice-prefeito, em valores que variavam at 15% dos valores dos contratos, especialmente para compra de mquinas pesadas e pavimentao asfltica. At este momento das investigaes, os valores dos contratos fraudados esto estimados em R$ 10 milhes.

Participam da Operao Paiol (primeiro nome da cidade de Alpestre) os promotores da Procuradoria de Prefeitos Alexandre Salim, Heitor Stolf Jnior, Rodrigo Lopez Zilio e Antnio Kepes, o promotor de Planalto, Rodrigo Mendona dos Santos, alm do coordenador do Nimp, Diego Rosito de Vilas. Os trabalhos tm apoio da Brigada Militar, do Tribunal de Contas do Estado e da Polcia Civil.

Alm das licitaes, o esquema tambm atuava a partir do fracionamento de compras, para que no houvesse necessidade de concorrncia. Compras de peas de mquinas eram realizadas at chegar ao valor de R$ 8 mil, para evitar a necessidade de realizao de licitaes. Com isso, empresas do ramo eram favorecidas sempre a partir do pagamento de propina.
Fonte: Bruna Casali / JornalismoBarrilFM com informações MPRS
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