Novo indíce mostra que preço médio da cesta de alimentos recua mais entre famílias de menor renda
Domicílios com rendimento de até dois salários mínimos tiveram deflação de 2,12%, puxada por queda no arroz e feijão
Publicado em 28 de janeiro de 2026
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O governo do Estado, por meio da Receita Estadual, vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), divulgou na segunda-feira (26/1), pela primeira vez, o Índice de Inflação da Cesta de Alimentos por Faixa de Renda (ICA-RE). O novo indicador, levantado com base nos registros das notas fiscais do varejo, mede o impacto da variação de preços de 80 produtos sobre famílias com diferentes níveis de poder de compra - desde grupos de renda mensal inferior a dois salários mínimos até domicílios com rendimento superior a 25 salários mínimos.

Os resultados de 2025 revelam uma deflação para a maioria dos grupos analisados, com quedas mais fortes entre as famílias de menor renda. O índice recuou 2,12% para domicílios com rendimento inferior a dois salários mínimos e 1,84% no grupo de dois a três salários mínimos. Também houve deflação entre famílias com renda de três a seis salários mínimos (-1,23%) e de seis a dez salários mínimos (-0,32%). 

O grupo com renda entre dez e 15 salários mínimos foi o único que apresentou aumento no preço médio na cesta de consumo, com uma inflação de 0,71%. As faixas de renda mais elevadas apresentaram variações negativas mais leves.

Produtos que mais se destacaram no primeiro levantamento 

O levantamento da Receita Estadual identifica os produtos que tiveram os maiores impactos sobre o consumo das famílias. Entre os itens que mais pressionaram a inflação da cesta de alimentos, o café moído aparece como o principal em todos os estratos de renda, com impacto médio de 0,90%, chegando a 1,39% entre as famílias de menor renda. Também contribuíram para a alta de preços alimentos como chocolate em tablete, mamão, refrigerante e banana, com impactos mais elevados nos grupos de renda intermediária e mais altos.

No sentido oposto, a deflação da cesta foi puxada principalmente pela queda nos preços de alimentos básicos. O arroz branco teve a maior contribuição deflacionária, com recuo médio de 1,16% e impacto mais intenso entre as famílias de menor renda. Também registraram quedas relevantes o leite integral, a coxa de frango e o feijão preto.

Fonte: Mariana Della Méa Correa - Informações Governo do RS
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